quarta-feira, 31 de março de 2010

Será que Deus me abandonou?


Quem já não teve uma grande decepção? Qual mortal não ficou doente ou sofreu a perda de uma pessoa amada? De fato, o sofrimento envolve a existência humana como a água aos peixes. As vezes ele cai sobre nós, sem avisar, avassalador, implacável, até que Deus conceda o livramento.

E depois que o furacão passa por nossas vidas deixando tudo fora do lugar temos a tendência de perguntar: “Por que Ele não me livrou antes?”.

Primeiro Lugar


Deus usa as tribulações para ensinar preciosas lições a Seus filhos. É assim que Deus opera. Antes Deus fica conosco no meio da tribulação. Depois Ele nos tira dela.

A prisão foi para José a estrada para o trono. Se José não tivesse sido prisioneiro nunca teria sido governador do Egito. A cadeia de ferro que prendeu seus pés antecipou a cadeia de ouro que foi colocada mais tarde em volta do seu pescoço.

Segundo Lugar


Porque Deus forja na fornalha ardente da tribulação as coroas de ouro para galardoar seus servos. II Co. 4.17 “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação.”

Desenvolvimento

Quando passarmos por uma grande provação, não a encaremos como derrota, lembremos que em todos os lugares difíceis que Deus nos leva, Ele está criando oportunidades para exercitarmos a nossa fé, de tal forma que ela produza resultados positivos e glorifique o Seu nome. Deus não vê as provações como dificuldades, mas como oportunidades.

O sofrimento é o arado de Deus, que revolve as profundezas da alma para produzir a mais abundante colheita.

O caráter cristão dos que se entregam a Deus é forjado em meio ao sofrimento. Paulo, escreveu várias epístolas enquanto estava na prisão. Homero, o célebre poeta dos gregos era cego! John Bunyan escreveu o incomparável “O Peregrino” encarcerado na velha prisão de Bedford, na Inglaterra.

As dificuldades nos são enviadas para revelar-nos o que Deus pode fazer em resposta à fé que ora e trabalha.

As mais belas flores crescem nas regiões isoladas das grandes montanhas; as pedras preciosas mais fantásticas passaram mais tempo na roda do lapidário. As estátuas mais famosas sofreram os maiores golpes de cinzel do escultor.

Consideremos o exemplo do jovem Davi. Pela fé ele venceu um leão e um urso, e depois derrubou o poderoso Golias. Quando o leão atacou as ovelhas, Deus proporcionou a Davi uma oportunidade de exercitar a sua fé nEle. O leão era uma oportunidade disfarçada de dificuldade. De fato, toda dificuldade visualizada de maneira correta se torna em uma nova oportunidade de Deus para o nosso crescimento espiritual.

Conclusão

Fiquemos firmes nas promessas de Deus até que Ele venha ao nosso encontro. Ele sempre caminha pela estrada de Suas promessas.

Lutero dizia que “o verdadeiro crente crucificará a pergunta: “Por quê? Ele obedecerá sem perguntar.” A pergunta correta a ser feita é: “Para quê?”. Qual propósito tem Deus nesta provação? O que Ele quer me ensinar?

Mesmo quando sofremos não devemos dar lugar ao desânimo. Ele é uma cilada sutil do inimigo. O desânimo abate e murcha o coração e o incapacita de acolher a graça necessária para suportar silenciosamente o sofrimento. Ele exagera o tamanho das dificuldades e o nosso fardo parece pesado demais para ser carregado.

Certa vez alguém muito sabiamente pronunciou as seguintes palavras: “Não me importo se as coisas não vão muito bem enquanto caminho, pois estou indo para o lar celestial. O que pode acontecer é eu chegar lá bem cansado e ferido, mas a intensa alegria da acolhida me fará esquecer para sempre das dificuldades e sofrimentos da jornada”.

O velho carpinteiro


Um velho carpinteiro estava para aposentar-se. Ele contou a seu chefe os seus planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores funcionários e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial. O carpinteiro consentiu, mas com o tempo ficou fácil perceber que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e se utilizou de mão-de-obra e matérias-primas de qualidade inferior.
Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira. Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro. "Esta é a sua casa, meu presente para você." Foi um choque, uma vergonha. Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente. Não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira.

Assim acontece conosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, nós olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.

Pense em você como o carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede.
Construa sabiamente. É a única vida que você construirá. Mesmo que você tenha somente mais um dia de vida, este dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade na presença de Deus.

Na placa da parede está escrito: "A vida é um projeto de você mesmo".
Quem poderia dizer isso mais claramente? Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje.