quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Não retire a semente!




O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus. Mas, isto não significa que ele é igual a Deus. Ele é parecido, tem habilidades e potencial para crescer e produzir; porém, é homem, não Deus.

À medida em que ele foi desenvolvendo o conhecimento com a ciência, a tecnologia, a medicina e tudo mais, passou a pensar que é Deus.

"Assim como tu não sabes qual é o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas" (Ecl. 11.5-6).

As Obras de Deus são infinitas, seu poder é iIimitado.  Por mais que o homem tenha crescido no conhecimento, não explica as obras das suas mãos.

Não há problemas e doenças que Ele não possa solucionar, ou curar; casamento que não possa restaurar. Por esta razão, devemos usar a semente, que é a Palavra de Deus, e semear com a confissão de fé, determinando a benção. E, ao usá-la, não devemos retirar a semente (a Palavra), pois, com certeza, ela dará fruto.

Na paz.
Pr. Lauro Doriel

Fonte: Igreja Internacional da Graça de Deus

"Adorei a mensagem. Apesar de curta é profunda em seu conteúdo. Vale a pena repassar!"


Paz e graça,

Irmão Bruno

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fé é também obedecer



Hebreus é um dos livros mais fascinantes de toda a Bíblia e nos conduz a crer que a missão da Igreja está fundamentada em Cristo. Este livro fortemente cristocêntrico apresenta Jesus logo no primeiro capítulo como O resplendor da glória, Herdeiro de todas as coisas, Sustentador do universo, Purificador de pecados, Majestoso e Superior aos anjos.

Inicia com dois versos que falam que Deus havia outrora falado e que hoje o faz através do seu Filho, Jesus Cristo, expondo que a fé cristã não é apenas um aglomerado de informações históricas mas é para hoje, nossos dias, nosso tempo.

Um dos principais temas deste livro é a fé. Enquanto a fé crê no invisível a superstição crê no inexistente. No capítulo 11 encontramos a galeria dos heróis da fé, aqueles que traduziram o conhecimento de Deus para a vida com Deus.

Se estamos sem direção nos lembramos de Abraão que saiu sem saber para onde ir, mas na dependência de Deus seguiu para a terra prometida. Se estamos no fim da vida nos lembramos de Jacó, que terminou seus dias prostrado em seu cajado, adorando ao Senhor. Se temos grande responsabilidade sobre nós lembramos de Moisés conduzindo uma nação inteira durante 40 anos de peregrinação por um deserto. Se somos discriminados lembramos de Raabe que era uma prostituta mas foi escolhida por Deus para ser da linhagem de Davi. A fé é transformadora e consoladora, fundamentada em um Deus que controla o incontrolável.

Hebreus afirma que eles creram, portanto, obedeceram. Assim nos apresenta uma fé não utilitária, fundamentada nos desejos humanos, mas sim obediente, fundamentada nos desejos de Deus. Não é manipulada pelo homem mas sim um instrumento para que o homem seja usado por Deus. Desta forma Hebreus nos fala que pela fé ruíram as muralhas de Jericó, subjugaram reinos, obtiveram promessas, fecharam bocas de leões, mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos. Esta fé nos ensina que o impossível pode, a qualquer momento, acontecer, se o Senhor assim desejar.

Há, porém, o outro lado das ações fundamentadas na fé, pois Hebreus nos diz que estes que creram, possuidores de fé,foram torturados, passaram pela prova de açoites, foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada, andaram peregrinos. É a fé que nos prepara para continuar crendo mesmo no vale da sombra da morte. Uma fé que não apenas produz resultados mas prepara o cristão para passar pelo vale do sofrimento sem deixar de crer.

Hebreus nos diz também que somos estrangeiros e peregrinos. Refere-se àqueles que estão de passagem pela terra e nos lembra que não é aqui que devemos guardar nossos mais preciosos investimentos, que os bens desta terra são transitórios, que a eternidade nos aguarda. Ajuntemos tesouros nos céus.

Fé e fidelidade não são apenas termos etimologicamente próximos. Seus conceitos na Palavra caminham de mãos dadas. Devemos, portanto, crer para a fidelidade e não apenas para nosso contentamento. Abraão, que creu, saiu de sua terra sem saber para onde ir . Obedeceu. Uma igreja que crê é uma igreja que sai para mostrar Jesus ao mundo, que nega a si mesma, seus interesses e tesouros transitórios para investir na eternidade, que não deseja ser honrada na terra mas sim ser sal da terra. Crer é confiar, mas não apenas isto. É também permanecer no caminho e obedecer.

Texto do Rev. Ronaldo Lidório em quem tenho espelhado minha fé dentre outros. Obedecer é o caminho!

Paz e graça!

Irmão Bruno

sábado, 3 de dezembro de 2011

Davi e Golias

Já faz algum tempo que escrevo, mas nunca dediquei um espacinho ao pequeninos. Se você tem filhos, sobrinhos, netos etc. pode imprimir ou mandar para eles. Uma história muito conhecida que mas que é sempre atual. Ensinemos nossos pequeninos a vencer os problemas desde de cedo com a ajuda de Deus!





domingo, 30 de outubro de 2011

Deixe Deus aumentar sua força


"Devocional que me ajudou esses dias e resolvi compartilhar com os meus amigos leitores. Espero que ajude!" 

Irmão Bruno



Faz forte ao cansado (e fraco) e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor (fazendo sua força multiplicar-se e abundar). ISAÍAS 40.29 



Quando sinto que começo a ficar cansada, busco o Senhor. Tenho aprendido que é melhor manter boas condições regularmente do que esperar até que uma crise ocorra e, então, tentar reparar o prejuízo. É sábio não usar tudo que você tem e esgotar totalmente seus recursos, sejam eles físicos, mentais, emocionais ou espirituais. É fácil ficar exausto com excesso de trabalho ou simplesmente viver irritado e frustrado com seus problemas, especialmente quando seu foco está neles, em vez de manter seus olhos no Senhor. Não se apóie em si mesmo ou em sua própria força e capacidade. Deus prometeu prover a força, a energia e o poder de que você precisa para prosseguir. Assim, aprenda a relaxar mais e permitir que o Senhor restaure sua vida antes que você se esgote totalmente. Separe um momento diariamente para passar tempo de qualidade com Jesus.


Fonte: Joyce Meyer Brasil

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mãos à obra!



Estava assistindo um documentário sobre o Tsunami esses dias. Algo inesperado, que parou o mundo e marcou todo um país com luto, por milhares de pessoas ceifadas pela grande onda. Os estragos foram sem precedentes. De parentes perdidos a uma perigosa crise atômica. Tudo estava acontecendo. O caos!


Afinal que povo sobreviveria a esse desastre? O Japão sobreviveu! O final do documentário, para minha surpresa mostrou um Japão ressurgindo. As cidades de Rikuzentakata, Ibaraki e Sendai, quase não apresentavam sinais de que uma tragédia dessa proporção acontecera há apenas alguns meses. Talvez, apenas na memória dos Japoneses a realidade era outra. Podia-se ver nos seus olhos, parte da dor que ainda estavam sentindo. Mas eles seguiam e seguem superando. 
Superar é ultrapassar os próprios limites. É ir além dos obstáculos.


Como povo de Deus, precisamos aprender com os japoneses. Por vezes em nossa vida, ondas gigantes e com um poder destrutivo enorme, vêm contra nós. Derrubam-nos abruptamente. Por fim, quando conseguimos erguer novamente os olhos, tudo o que conseguimos ver são destroços, dor, confusão. etc. Ai nós paramos! O trauma e a falta de compreensão do "porque" tudo isso está acontecendo, tomam conta de nós e nos fazem retroceder. Afinal, por quê? Acredito que depois da "grande onda" todos precisamos de um tempo para estar a sós com Deus. Quando descobrimos ou estamos em luta contra uma doença, quando caímos em pecado, ou vemos nosso irmão cair. Quando a falência é inevitável e as dívidas se acumulam. Quanto algo que não entendemos acontece. Sendo assim, refletir, orar e buscar cura durante um tempo é fundamental.


Mas precisamos reconstruir. Deus quer que reconstruamos. O grande triunfo do Evangelho, não é somente fazer com que tenhamos a capacidade de passar pelas lutas, mas de continuar firme após elas. Seguir em frente com um coração limpo, sem traumas e medos é o que conta. A bíblia diz: 


"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."  (Fl 3.13)

Jesus quer e pode curar sua dor. Ele irá esclarecer seus questionamentos. Ao seu tempo ele o fará. Não se concentre em entender tudo. Concentre-se em reconstruir. Pessoas dependem da sua vida, e da sua fé. 


Jesus não impõe dificuldades. Porém, constantemente Deus usa as dificuldades para nos tornar crentes profundos e não decepcionados; pessoas que valorizam a vida e não que a desprezam. 


Levante-se e pegue o primeiro tijolo. Saia de casa; vá ao banco e tente negociar a dívida; ore por seus sentimentos; ligue para sua esposa; saia em busca de emprego. 


Tijolo após tijolo, faça sua nova casa, porque a bíblia diz: 

"A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos." (Ageu 2.9)

Paz e graça!

Irmão Bruno

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Esquerda ou direita?



"Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! mais doces do que o mel à minha boca.
Pelos teus preceitos alcanço entendimento, pelo que aborreço toda vereda de falsidade.
Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho. " Sl 119.103-105

Alguma vez você já escolheu um caminho que parecia certo, e mais tarde se arrependeu? A vida consiste de uma série de escolhas, algumas tão pequenas como o que comer no jantar, e outras com impacto eterno.

Enfrentar essas "encruzilhadas" pode parecer avassalador, mas a Escritura oferece diretrizes para nos dar confiança e direção. No entanto, como as decisões são iminentes, devemos ter em mente o seguinte:

Em primeiro lugar, Deus promete sabedoria aos seus filhos que pedem com fé (Tiago 1:5-6).Tambem, Seu Espírito reside dentro dos crentes e está disponível para orientação. Muitos cristãos tentam pesar os prós e os contras por si mesmos, e acabam perdendo a ajuda magnífica do Deus onisciente.

Em segundo lugar, devemos nos aprofundar na Bíblia, pedindo a Deus que abra os nossos olhos para a verdade e o seu caminho. O Senhor promete que a Sua Palavra nunca retorna vazia (Isaías 55:11). E se memorizarmos e meditarmos sobre as Escrituras, Ele trará a verdade para as nossas mentes no momento oportuno.

Em terceiro lugar, devemos estar conscientes de nosso estado mental quando tomarmos decisões:


H - Hungry (Fome)
A - Angry (Raiva)
L - Lonely (Solidão)
T - Tired (Cansaço)

Halt significa "Pare" em Portuguese, representa fome, raiva, solidão e cansaço, quatro estados em que nós, provavelmente, tomamos pobres decisões. Vale a pena esperar até uma hora melhor enquanto se considera as opções.

Nossas escolhas determinam nossa direção, portanto considere cuidadosamente como você toma decisões. A Bíblia é clara em dizer que nós vemos obscuramente (1 Coríntios. 13:12); só Deus vê o "quadro inteiro." É fundamental, portanto, confiar em Sua sabedoria, verdade, e direção cada vez que selecionamos uma opção diante de nós.

Original in English: Early Light Devotional by Dr. Charles Stanley

Só os sábios conselhos da Palavra de Deus para nos conduzir aos melhores caminhos, e aos "verdes pastos".


Irmão Bruno

terça-feira, 12 de julho de 2011

Habitação do Senhor!



''Cante e alegre-se, ó cidade de Sião! Porque venho fazer de você a minha habitação, declara o Senhor." Zacarias 2.10

Estar alegre é sempre bom, mas nem sempre nossa vontade é de se alegrar. Muitas situações nos entristecem, e quando nos depararamos com algumas realidades ficamos chocados. O simples pensamento de um momento desagradável é capaz de nos tirar a paz e a alegria do coração, mas no versículo citado acima o profeta Zacarias nos dá um grande (e real) motivo para nos alegrarmos: somos habitação do nosso Deus e isso é razão suficiente para ficarmos alegres.

Quando escreveu aos romanos, Paulo disse que deveriam "se oferecer em sacrifício vivo, santo e agradável" (Rm 12.1) para viver a vontade do Soberano. Este sacrifício não é de emoções, mas racional e consciente. Nós temos a certeza de que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador e habita em nossos corações através do Espírito Santo, e isto é o principal motivo para nos alegrarmos.

Muitos irmãos da Igreja Perseguida dão tanto valor a esta habitação que seus testemunhos de perseverança nos encorajam a permanecer firmes na mesma fé, alegres e exultantes na salvação do Senhor. Retribua esta alegria e louve ao Senhor hoje. Ele escolheu a nós, os vasos de barro, para colocar o seu tesouro precioso. Aleluia!

Carla Priscilla


Portas Abertas Brasil

"Irmãos façamos destas paçavras fontes de energia para que possamos seguir adiante pela fé, e vencer as batalhas do dia a dia."  (irmão Bruno)

domingo, 3 de julho de 2011

Seja um vaso de bençãos!



"Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. "
2 Coríntios 4.7


O apóstolo Paulo nos mostra no texto acima um aparente paradoxo: tesouros em vasos de barro. O Senhor se revela como o Oleiro (Jr. 18), e nós, como sua criação, somos o barro do qual é formado um vaso utilizado conforme a Sua vontade.
O preparo para este vaso é intenso. Tão frágil, era usado para guardar desde água até pergaminhos e tesouros.
Feito de água e lama, o que torna consistente, o vaso é moldado pelas mãos do Oleiro, que durante o manuseio sente as imperfeições e as escórias que possam existir.
Trabalhando lenta e manualmente, o Oleiro busca moldar o vaso para o fim que Ele deseja.
Deus colocou o seu tesouro precioso em nós, a vida Dele que age de acordo com o Espírito em cada vaso de barro. Disponha-se a ser moldado por Ele e para Ele em todas as circunstâncias!

Carla Priscilla
Portas Abertas Brasil

"Li esse trecho em um artigo do Portas Abertas e Deus falou muito comigo. Espero que fale com você. Sejamos vasos de benção."

Irmão Bruno

sábado, 4 de junho de 2011

Religião neurótica, cristãos nervosos



Pode parecer um tanto estranho e até incoerente, mas temos que admitir que nós cristãos conhecemos pouco da graça de Deus. A cada dia somos mais convencidos dessa realidade. É estranho porque basicamente o cristianismo é fundamentado na teologia da graça de Deus, a qual afirma que o Eterno, misericordiosamente, nos amou e enviou o Seu filho Jesus cristo para a nossa salvação (João 3:16). Deduz-se daí que toda a ação amorosa de Deus em torno do ser humano é permeada pela graça, que etimologicamente significa “favor imerecido”, ou seja, não há em nós absolutamente nada que possa atrair o mínimo do cuidado de Deus. Somos imerecedores de qualquer bênção dos céus, mesmo aquelas que consideramos comuns, como a bênção de respirar ou a bênção de ver a luz do sol a cada manhã.

Não é curioso que sendo toda a história da salvação permeada pela graça divina conheçamos tão pouco desse atributo de Deus? Talvez a explicação para isso esteja no lado oposto da graça, onde mora o legalismo. O legalismo é uma forma de ver a vida e também uma forma de se relacionar com Deus e com as pessoas. Trata-se de uma proposta de vida baseada em pressupostos de justiça própria: a idéia é que as atitudes de justiça por parte do indivíduo concederão a ele direitos em relação às bênçãos de Deus e à vida melhor que Ele pode nos dar. Sendo assim, a pessoa legalista experimentará um sentimento interior de possuir crédito junto ao Todo Poderoso.

De forma prática, a proposta do legalismo funciona assim: a pessoa aprende que quanto mais reta for sua vida, maiores serão as bênçãos que ele alcançará. Então ele passa a tentar agradar a Deus com atitudes que entende serem de acordo com os princípios bíblicos aprendidos. No entanto ele descobre que isso nem sempre isso é possível em função de suas limitações e de sua natureza pecaminosa. A partir daí ele começa a experimentar uma culpa interior por ser pecador, por desagradar a Deus, por sentir-se em débito com o Eterno e por achar que a qualquer momento Deus irá castigá-lo. Sendo assim ele se esforça ainda mais para cumprir os preceitos bíblicos a fim de agradar a Deus. Como não consegue, passa a experimentar uma culpa maior ainda, além de um sentimento de inadequação. Começa a pensar que Deus já não o ama como antes e que a qualquer momento poderá perder a sua salvação. A sua religião se torna neurótica e o indivíduo passa a viver sob o peso insuportável de um julgamento interior (de si mesmo) e exterior (da lei). Este é o momento perigoso em que duas coisas podem acontecer: ou a pessoa se desequilibra emocionalmente, passa a viver vida dupla e se torna um cristão problemático ou abandona a fé e carrega culpa para o resto de sua vida. Esta é a razão pela qual o número de pessoas ligadas à fé cristã que estão internadas nos hospitais psiquiátricos é muito grande.

Precisamos retornar à mensagem da graça de Deus, que diz que o Eterno nos aceita como nós somos, que nos ama do mesmo jeito a cada dia, que nos abençoará tão somente pela sua misericórdia e não em função de nossas ações. Entender a graça de Deus significa entender que o Eterno não reagirá às nossas ações, mas somos nós que reagimos às suas ações de amor e de cuidado constante. Se servimos a Deus, se procuramos viver de forma íntegra, se procuramos agradar a Deus com o nosso viver, não é porque achamos que isso atrairá as bênçãos dos céus sobre nossas vidas, mas agimos assim como uma resposta de amor a um amor maior.

Precisamos de uma fé que nos tire da pressão ao invés de aumentar o peso sobre nossos ombros. Talvez precisemos ouvir do Eterno as mesmas palavras que o apóstolo Paulo ouviu em determinado momento de sua vida: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa a fraqueza” (2 Coríntios 12:9). Talvez isso aquiete os nossos corações e nos torne pessoas mais tranqüilas.

Revº Luiz Henrique Solano Rossi
Pastor da Igreja Presbiteriana “Cristo é Vida” de Bridgeport, Connecticut
Autor do livro “O que eu faço quando” – guia de sobrevivência na adolescência
revhenriquerossi@gmail.com
Fonte: ejesus.com.br

"Concordo plenamente com as palavras do rev. Luiz. Deus está chamando os homens para o arrependimento, porém também os chama para comunhão..."

Irmão Bruno

domingo, 22 de maio de 2011

O PESO DE UM PEDAÇO DE PAPEL (TG 5.16)




Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, aproximou-se do proprietário, conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos, argumentando sobre a enfermidade de seu marido e sua conseqüente impossibilidade de prover o sustento da família.

O dono do armazém zombou dela e pediu para que se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família, a pobre mulher implorou:

— Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que tiver.

Mas ele lhe respondeu que ela não tinha crédito nem conta em sua loja.

Em pé, no balcão ao lado, um freguês que ouvia a conversa entre os dois, aproximou-se do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta.

Então, o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:

— Você tem uma lista de mantimentos?

— Sim! — respondeu ela.

— Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar eu lhe darei em mantimentos!

Não compreendendo a proposta, a pobre mulher hesitou por uns instantes e, com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel e nele escreveu alguma coisa, depositando-o, em seguida, na balança. Os três ficaram admirados quando o prato da balança, com o papel, desceu e permaneceu embaixo.

Completamente pasmo com o marcador da balança, o comerciante se virou lentamente para o seu freguês e comentou, contrariado:

— Eu não posso acreditar!

O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança e, como a escala da balança não equilibrava, pendendo sempre para o lado do pedaço de papel, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.

O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido, até que finalmente pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado. Não era uma lista de compras, mas, sim, uma oração, que dizia: “Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isso em suas mãos...”.

O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém.

O freguês pagou a conta e disse:

— Valeu cada centavo. Só Deus sabe o quanto pesa uma oração.

Ao terminar de ler esta mensagem, faça uma oração. É só isso o que você deve fazer. Não existe impossível para DEUS! Jamais desista daquilo que você realmente quer.

Lembre-se, a pessoa que tem grandes sonhos é mais forte do que aquela que possui todos os fatos.

Fonte: ICP - Instituto Cristão de pesquisas
icp.com.br

Paz e Graça

Irmão Bruno

domingo, 8 de maio de 2011

Uma boa noite de sono




OS 10 MANDAMENTOS PARA UMA BOA NOITE DE SONO
1. Horário regular para dormir e despertar.
2. Ir para a cama somente na hora dormir.
3. Ambiente saudável.
4. Não fazer uso de álcool próximo ao horário de dormir
5. Não fazer uso de medicamentos para dormir sem orientação médica.
6. Não exagerar em café, chá e refrigerante.
7. Atividade física em horários adequados e nunca próximo à hora de dormir.
8. Jantar moderadamente em horário regular e adequado.
9. Não levar problemas para a cama.
10. Atividades repousantes e relaxantes após o jantar.
Fonte: www.sono.org.br

domingo, 1 de maio de 2011

Você tem se divertido?



A resposta para essa simples pergunta, talvez não seja tão simples assim...
Porque Deus insiste em nos manter vivos se não para desfrutarmos o máximo da vida?
Não podemos deixar que a religiosidade e o medo nos tire o prazer de viver.
Sair, ir ao cinema, passear no parque, praticar esportes, se relacionar e fazer amizades... não é pecado. Pecado é não fazer isso.

Acredito que o grande problema é quando se divertir passa a ser mais importante do que passar tempo com Deus. Com o passar so tempo, no decorrer da caminhada temos a tendencia de perder o interese nas coisas de Deus, coisas que antes valorizavamos mais do que tudo, mas que agora perdem espaço para um jogo de futebol ou ou cineminha em frente ao sofá. Mas não se esqueça! Deus continua o mesmo. Fomos nós que esfriamos. Estava pensando com meus botões e lembrei de uma pregação que o então pastor da nossa igreja ná época, Pr Edimilson Silva (saudades), ministrou sobre avivamento. Atravez da passagem de 1Co 9.24, ele nos ensinou que todos nós somos atletas, e estamos em uma corrida cujo premio é a coroa da vida eterna.

O pastor L. Barreto da Igreja Metodista renovada tem uma visão interessante sobre o atleta de Cristo: "Não estamos num estádio à moda grega , mas no estádio da vida , da existência ou corremos ou seremos atropelados pelos que correm. Todos estão observando os corredores com bíblias na mão , bem treinados , entram pelas casas formando grupos de estudos , ensinando àquele que de coração aberto recebe a palavra proveitosamente.

Quem nos impedirá? Nas última olimpíadas , no último dia um ex-padre impediu a vitória certa do corredor brasileiro Wanderlei de Lima . Um fato a ser notado . Prejudicou o atleta , mas, ilustra a vida do discípulo que na sua corrida se ver impedido por intrusos que aparecem do nada à sua frente .(www.metodistarenovada.com)

Na contra mão disso esta a religião, que insiste em encaixar as pessoas em um estilo de vida rígido e sem graça que mais parece uma ditadura. A essa altura do post cabe um pequeno paragrafo que li no artigo de um colega de blog falando de uma festa "entre irmãos" da qual participou: "Quando a gente se diverte a musica é muito boa, mas também fala de coisas boas e serve pra engrandecer a Deus! A conversa é boa, mas também é momento de ver Deus em cada pessoa. O clima é ótimo, porque Deus está ali! Quando Ele é convidado pra festa, Ele vai! E tudo fica diferente!...Quais motivos eu tenho pra crer que talvez só a gente se divirta de verdade? Muitos, mas um deles eu vi ontem!
No finalzinho da festa surgiu uma rodinha de violão, e o povo cantava e zuava como muitas vezes a gente vê em bares... A única diferença? Ninguem tinha bebido!! A alegria era genuína!"
(loucosnomundo.blogspot.com)

Acredito realmente que o Senhor tem preparado o melhor desta terra para cada um de nós. Sendo assim, desde que tenhamos uma boa dose de discernimento, vale a pena aproveitar a vida e se divertir o máximo possível.

Paz e graça!

Irmão Bruno

sábado, 16 de abril de 2011

Para ler no METRO



Gente, antes de mais nada, quero reiterar que minha ausência esses dias do blog não significa que estou esfriando os dedos nem desanimado da fé. Pelo contrário eu amo blogar e escrever. É que quando você cursa engenharia e trabalha de segunda a sábado não se tem muito tempo. "But", como não podemos perder o foco, busquemos a Deus e corramos a carreira que nos está proposta (Hb 12.1). Falando em correria, você já deve ter notado que o ritmo de vida das pessoas está cada vez mais estressante. Mães que trabalham fora e estudam, pais de família que trabalham em dois empregos, jovens que trabalham e estudam, blogueiros cristãos que estudam engenharia (qualquer semelhança é mera coincidência, rsss...), tem se tornado cada vez mais comum em nossa sociedade.

Com um acumulo de atividades, pouca educação (como é o caso de alguns), e altos níveis de estresse, são cada vês mais visíveis atitudes grosseiras e desrespeitosas no cotidiano. Eu tenho notado isso no meu dia a dia. Se você utiliza o transporte público diariamente com certeza ao menos uma vês por dia você já se deparou ou já fez coisas como, empurrar o cidadão da frente porque a porta do metro está fechando, fingir que está dormindo pra não dar o acento para um idoso, ficar com a mochila nas costas mesmo com o ônibus lotado, reclamar e ser grosseiro com seu "colega" que sem querer pisou no seu pé, e por aí vai... Se você anda de carro é a mesma coisa. Fechar o outro de propósito, ficar chingando o outro motorista, passar o farol vermelho e não dar a vez para o próximo são coisas corriqueiras para a maioria dos motoristas e nem preciso falar da buzina, rsss...

Cordialidade, gentileza e bom senso (conhecido popularmente como SIMANCOL), são atitudes cada vez mais raras em nossa sociedade. É obvio que ninguém é perfeito. Quem nunca acordou de mau humor? Mas se tem alguém que pode contribuir e muito para uma mudança somos nós, a Igreja. Então ao invés de descontarmos nossa raiva ou estresse no próximo que não tem nada a ver com o "peixe", busquemos de Deus uma atitude mais cristã que demonstre a mudança que ocorreu em nós quando aceitamos Jesus. Pode demorar um pouco, mais de buscarmos em Deus veremos gradativamente nossas atitudes mudarem para "Sua" gloria. Jesus disse:

"Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês; pois isso é o que querem dizer a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas." Mt 7.12

Paz e graça

sábado, 9 de abril de 2011

Que tipo de cliente você tem sido?




Quem nunca passou por um contratempo fazendo compras? Ou então, quem nunca sofreu um desaforo feito por um vendedor mal educado. Cheques descontados antes do prazo, produtos defeituosos, filas indigestas, e mal atendimento fazem parte da vida do consumidor em geral. E lá se vão horas a fil no telefone a fim de contatar o PROCON, Serasa, e tem gente que vai até aos jornais.

Todos nós, sem exceção, queremos ser bem atendidos onde freqüentamos. As empresas de serviços e venda de produtos tem dedicado cada vês mais tempo e dinheiro em busca do tal "índice de satisfação do cliente".

Por falar em cliente, como você é como cliente. Como se comporta do outro lado do balcão. Você é mal educado? Ignora seu atendente? Parece uma criança mimada quando não tem seus desejos atendidos de pronto? Grita que vai processar e bla, bla, bla...?

Não é que eu estou sendo advogado do diabo! Todos nós queremos e merecemos excelência no atendimento. Quero apenas lembrar o fato de que nem sempre as mazelas que passamos são culpa do vendedor ou do prestador de serviços. Lembrar que ele também é nosso próximo, tem filhos, problemas e uma vida igualzinha a nossa, nos ajuda a não soltar os cachorros em quem não tem culpa.

Também é bom ressaltar que todos nós somos clientes e servidores ao mesmo tempo. Você serve alguém, e alguém serve você. Será que não vale à pena tratar bem as pessoas e ser compreensivo, para que quando chegar a sua vez você também possa receber esse tipo de tratamento?

É como no trânsito. Enquanto somos pedestres, dizemos coisas do tipo: "os motoristas são uns folgados..." . Pois é, mas basta comprar um carro e passamos a implicar com os coitados dos pedestres!

Jesus contou a seguinte parábola:

Mateus 18.23-35


"Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos.
E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga.
Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei.
E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves.
Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei.
Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.
Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera.
Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste;
não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?
E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.
Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão."


Irmãos, tenhamos uma boa convivência, sendo pacíficos e compreensivos. Chegou à hora de a Igreja fazer a diferença, não com prosperidade ou com grandes milagres, mas sim com a semelhança do Senhor Jesus.

Paz e graça!

Irmão Bruno

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vizinhos, ter ou não ter... eis a questão!


O título é engraçado, eu confesso. Mas quem nunca teve uma confusãozinha, ou um desentendimentozinho (com o perdão do vocabulário). O “inho” foi colocado de propósito, por geralmente não passar de uma leve picuinha. Aproveitando o vocabulário meio singular deixe mostrar-lhe o sinônimo da palavra vizinho que eu encontrei nos dicionários por aí; Vizinho quer dizer limítrofe, ou análogo... Tudo bem vai! Também quer dizer: aquele que está próximo, ou semelhante. Essa relação embora às vezes conturbada, tem um valor inestimável para nossa formação como pessoa e inclusão na sociedade.

Quem nunca teve um vizinho melhor amigo; aquele que agente pode contar segredos, jogar botão até tarde da noite, trocar figurinhas, viver as perdas e também chorar junto... Na fase adulta as coisas são mais enredadas, não se conversa tanto, não se convida tanto pra tomar aquele café. Mas há quem ainda preze por manter um bom relacionamento com sua vizinhança. Eu sou um deles, e apesar de esses anos todos ter tido todo tipo de vizinhos, me considero uma pessoa de sorte.

Vejo muito de tudo isso que eu escrevi em meu dia a dia. Essa relação de amor e ódio entre vizinhos. Meus vizinhos de frente são uma verdadeira comédia. Um deles possui uma quantidade um tanto quando exagerada de lindos cachorrinhos que por sinal possuem um enorme fôlego para latir. O detalhe é que eles fazem isso tarde da noite e de manhãzinha. rsss.... Você já sabe o final da história? Não? Em plena uma hora da matina o outro camarada solta seus belos gritos de "cala boca cachorrada!"; acordando todo mundo. Só dando risada mesmo. Mas tudo para por aí. Durante o dia um sorri para o outro como se estivesse tudo bem.

Apesar de tudo, os vizinhos, são além dos cachorros, das contas e da sogra instrumentos de Deus para nossa vida e crescimento espiritual! A bíblia possui alguns vizinhos famosos: 2Reis 4, Lucas 1, João 9...

Por falar nisso, seu vizinho conhece o evangelho, você já orou por seu vizinho hoje? Atualmente, nessa correria do dia a dia, agente mal fala com os parentes quem dirá com o carinha lá da frente. Pare um instante, converse... ore por ele. Faça como nossas avós: "Fulano você tem um bucadim de açúcar pra me emprestar?"

Irmão Bruno
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sábado, 22 de janeiro de 2011

Será que Deus me abandonou?


Quem já não teve uma grande decepção? Qual mortal não ficou doente ou sofreu a perda de uma pessoa amada? De fato, o sofrimento envolve a existência humana como a água aos peixes. As vezes ele cai sobre nós, sem avisar, avassalador, implacável, até que Deus conceda o livramento.


E depois que o furacão passa por nossas vidas deixando tudo fora do lugar temos a tendência de perguntar: “Por que Ele não me livrou antes?”.


Primeiro Lugar


Deus usa as tribulações para ensinar preciosas lições a Seus filhos. É assim que Deus opera. Antes Deus fica conosco no meio da tribulação. Depois Ele nos tira dela.

A prisão foi para José a estrada para o trono. Se José não tivesse sido prisioneiro nunca teria sido governador do Egito. A cadeia de ferro que prendeu seus pés antecipou a cadeia de ouro que foi colocada mais tarde em volta do seu pescoço.


Segundo Lugar


Porque Deus forja na fornalha ardente da tribulação as coroas de ouro para galardoar seus servos. II Co. 4.17 “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação.”

Quando passarmos por uma grande provação, não a encaremos como derrota, lembremos que em todos os lugares difíceis que Deus nos leva, Ele está criando oportunidades para exercitarmos a nossa fé, de tal forma que ela produza resultados positivos e glorifique o Seu nome. Deus não vê as provações como dificuldades, mas como oportunidades.

O sofrimento é o arado de Deus, que revolve as profundezas da alma para produzir a mais abundante colheita.

O caráter cristão dos que se entregam a Deus é forjado em meio ao sofrimento. Paulo, escreveu várias epístolas enquanto estava na prisão. Homero, o célebre poeta dos gregos era cego! John Bunyan escreveu o incomparável “O Peregrino” encarcerado na velha prisão de Bedford, na Inglaterra.

As dificuldades nos são enviadas para revelar-nos o que Deus pode fazer em resposta à fé que ora e trabalha.

As mais belas flores crescem nas regiões isoladas das grandes montanhas; as pedras preciosas mais fantásticas passaram mais tempo na roda do lapidário. As estátuas mais famosas sofreram os maiores golpes de cinzel do escultor.

Consideremos o exemplo do jovem Davi. Pela fé ele venceu um leão e um urso, e depois derrubou o poderoso Golias. Quando o leão atacou as ovelhas, Deus proporcionou a Davi uma oportunidade de exercitar a sua fé nEle. O leão era uma oportunidade disfarçada de dificuldade. De fato, toda dificuldade visualizada de maneira correta se torna em uma nova oportunidade de Deus para o nosso crescimento espiritual.

Fiquemos firmes nas promessas de Deus até que Ele venha ao nosso encontro. Ele sempre caminha pela estrada de Suas promessas.

Lutero dizia que “o verdadeiro crente crucificará a pergunta: “Por quê? Ele obedecerá sem perguntar.” A pergunta correta a ser feita é: “Para quê?”. Qual propósito tem Deus nesta provação? O que Ele quer me ensinar?

Mesmo quando sofremos não devemos dar lugar ao desânimo. Ele é uma cilada sutil do inimigo. O desânimo abate e murcha o coração e o incapacita de acolher a graça necessária para suportar silenciosamente o sofrimento. Ele exagera o tamanho das dificuldades e o nosso fardo parece pesado demais para ser carregado.

Certa vez alguém muito sabiamente pronunciou as seguintes palavras: “Não me importo se as coisas não vão muito bem enquanto caminho, pois estou indo para o lar celestial. O que pode acontecer é eu chegar lá bem cansado e ferido, mas a intensa alegria da acolhida me fará esquecer para sempre das dificuldades e sofrimentos da jornada”.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Desesperar jamais!




Em geral, começa-se um ministério pastoral ou leigo pensando que vai dar certo. Os sonhos de realização profissional, relacional, afetiva, entre outros, habitam o imaginário humano. Aposta-se na bondade humana, nas igrejas engajadas, em recursos para evangelismo e por aí vai.

É parecido com casamento: alguém precisa avisar os incautos que é necessário mais do que a benção pastoral para comemorar bodas. Temos uma incrível capacidade para idealizar pessoas e situações. E em função destas idealizações, seja com pessoas, seja com instituições, aumentam a cada dia a desistência de lideranças eclesiais. Não que as lutas sejam fictícias, ao contrário, são reais e lamentavelmente, algumas levam a óbito.

Uma música antiga de Ivan Lins e Vitor Martins começa assim:

Desesperar jamais,

Aprendemos muito nesses anos

Afinal de contas não tem cabimento

Entregar o jogo no primeiro tempo

Nada de correr da raia

Nada de morrer na praia...
É verdade que aprendemos muito nestes anos, mas como não fugir quando bate a angústia? O que fazer se a desesperança tomou conta do coração?

Na narrativa sobre os caminhantes de Emaús, no Evangelho de Lucas, lemos que dois discípulos estavam abandonando o ministério justamente no dia do maior de todos os milagres – a ressurreição do Senhor! Fugiram da raia, estavam desesperados! Como muitos, haviam apostado tudo neste sonho e o sonho acabou!

Quando o sonho se desfaz, cria-se um distanciamento geográfico ou emocional. Este afastamento funciona como um mecanismo de defesa, para que a pessoa consiga lidar ainda que provisoriamente com a perda. A dor e a desilusão impedem que se veja além dos fatos. Estados depressivos de modo geral, produzem um retraimento que impede a pessoa de reconhecer e reinterpretar a situação.

Robert A. Orr, em seu livro Liderança que Realiza, comenta quatro sentimentos que podem levar um líder a desistir do ministério:

1º) Depressão: talvez por ter estabelecido alvos demasiados elevados;

2º) Solidão: as exigências de tempo e a preocupação genuína a respeito de problemas reais o separarou das pessoas;

3º) Rejeição: aqueles com quem ele contava não cumpriram com suas responsabilidades ou voltaram-se contra ele.

4º) Desânimo: ele tem uma falsa avaliação dos seus talentos, dos valores da sua organização ou ministério, levando-o a crer que não serve para nada, é incapaz, destituído de talentos e inadequado.

Na verdade, o esgotamento atinge a pessoa nas suas várias dimensões: orgânica, social, espiritual. Estes fatores são interligados, e desta forma, questões emocionais e espirituais misturam-se no território biológico do corpo. Podem aparecer sintomas psicossomáticos de todos os tipos, desde dores de cabeça, dores generalizadas pelo corpo, resfriados e outras doenças frequentes, desânimo, cansaço, alergias, alterações de sono, alimentação e atividade sexual, enfim, alterações que indicam uma baixa na imunidade corporal.

Socialmente podem acontecer conflitos, discussões, distanciamentos. A comunicação fica truncada e surgem os “mal entendidos”. Polarizam-se as opiniões. Pode haver uma rejeição da pessoa ao grupo ou do grupo, que exclui os dissonantes.

Os sentimentos apontados por Orr aparecem no relato de Lucas. Os discípulos em abandono de ministério estavam depressivos (a irritação na fala de Cleópas denuncia isso), e desanimados. Sentiam-se solitários, pois embora eles mesmos tenham se isolado, ficou o vazio que só é suprido pela comunidade. A rejeição acontece interna e externamente: o escândalo da cruz foi tremendo! É possível que tenham se sentido traídos por Jesus!

O texto mostra também as dificuldades de comunicação. Jesus avisou-os várias vezes sobre os acontecimentos futuros, mas a escuta deles foi seletiva: ouviram o que queriam porque sua atenção estava focada na dominação romana. Conseqüentemente, esperavam um libertador. A prisão de Jesus, as horas em meio ao tumulto sem comer e sem dormir, o medo, tanto da cúpula religiosa quanto dos soldados romanos, os sentimentos contraditórios de defender Jesus ou a própria vida, minaram suas forças. Quando se está cansado, com sono e com fome, é comum que se cometam erros. É nisto que apostam a Swat e grupos de operações especiais de combate ao crime: cansam o “elemento” até que um descuido favoreça a atuação policial.

Os caminhantes de Emaús tendo vivenciado tensões e uma grande perda, desistiram e se distanciaram da comunhão dos outros irmãos. Ou seja, quando as idealizações e os sonhos desmoronam, nos fazem aterrizar num pouso de barriga, que assusta e pode machucar. Isto aparece claramente no versículo 21 deste texto: “e nós esperávamos que fosse ele que ia trazer a redenção a Israel. E hoje é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu”.

As idealizações que todos temos e desenvolvemos acabam por trazer frustrações quando se coloca o pé na realidade. Antes de pular fora do barco, pergunte-se: quais as minhas idealizações? Qual a minha frustração? O que eu esperava e não aconteceu?

Essa narrativa é um modelo catártico e de aconselhamento. Ela ensina que expressar a dor frente a alguém e relatar o que aconteceu propicia uma reorganização interna dos pensamentos e das emoções. Ensina também que até gente que conviveu com Jesus desistiu quando a dor foi absurda e impediu de escutar a noticia de esperança, trazida pelas mulheres.

Todos nós podemos passar pela noite escura da alma, como diria S. João da Cruz. Se isto ocorrer, faça um inventário das suas ilusões e idealizações. Veja qual é a sua parte nesta história. Não entregue o jogo no primeiro tempo! Busque ajuda! E mesmo que já tenha desistido, procure alguém que saiba escutar e partir o pão da comunhão. Isto abrirá seu coração e seus olhos. Vai levar um tempo: é um processo. É no caminho de desilusão e da perda da fé que o Senhor nos alcança e passa a caminhar ao lado. É este encontro que modifica o coração.

Aconteceu com eles. Pode acontecer com você!

Roseli Kühnrich de Oliveira



Fonte: www.institutojetro.com